Bacia do Rio Canoas é tema de Fórum Sustentável na Câmara
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31 de março de 2026
O plenarinho da Câmara Municipal de Franca foi palco de um encontro voltado à conscientização e à busca de soluções para a preservação da bacia do Rio Canoas. O evento, aberto ao público, organizado pelo Fórum Franca Sustentável em alusão ao Dia Mundial da Água, reuniu professores, lideranças políticas, movimentos sociais e moradores da cidade.
A abertura do encontro contou com a participação da vereadora Marília Martins (PSOL), e o principal objetivo foi ampliar o diálogo sobre os impactos da expansão urbana e a necessidade de construir políticas públicas sustentáveis.
"A maior importância é a gente ter mais sustentabilidade na cidade, porque vamos chegar em um ponto em que vai haver escassez de recurso, assim como já existe uma crise climática já muito avançada... Quando a gente pensa aí no tempo, todas essas chuvas, mesmo que seja verão, mas o intenso calor, antes disso a secura, os incêndios...", lembrou a vereadora.
Além de discutir a importância da bacia do Rio Canoas para o abastecimento e equilíbrio ambiental de Franca, o encontro também chamou a atenção para os impactos do crescimento urbano desordenado. A proposta é que o poder público, universidades e sociedade civil construam juntos alternativas para preservar os recursos hídricos da cidade.
“Sem participação popular e engajamento de comunidades, ONGs e empresas, não é possível ter um plano de desenvolvimento eficaz”, destacou o professor de Direito Público da UNESP, Leonardo Agapito.
“Trazer o debate ambiental e ecológico para todos os espaços é fundamental para construir políticas eficazes e eficazes”, ressaltou Otávio Henrique Lemes, do Juventude pelo Clima.
A professora e diretora da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP, Fernanda Mello Sant’Anna destacou problemas como a escassez de água e conflitos gerados por ela, como o ocorrido em 2014 entre o abastecimento da cidade e a irrigação de fazendas de café.
O professor Mauro Ferreira abordou o conceito de cidade compacta e os reflexos do modelo atual de expansão urbana. Ele alertou que decisões tomadas hoje sem planejamento podem cobrar um preço alto no futuro.
“A cidade está tão espalhada que mantém uma estrutura para mais 200 mil habitantes além do que já possui”, explicou o professor.
Marília Martins ainda lembrou a fala de Mauro durante o encontro. “Existem mais de 20 mil prédios que não cumprem sua função social, enquanto muitas pessoas vivem em situação de rua”.
Moradores enfatizaram a necessidade de ampliar o acesso à informação e incentivar atitudes simples, como o uso consciente da água e a preservação de áreas verdes.
O encontro reforçou que a preservação da bacia do Rio Canoas é uma prioridade para garantir qualidade de vida e segurança hídrica para as próximas gerações.
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