Marília Martins alerta para violência no trânsito e deficiências na rede de saúde

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31 de março de 2026

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Durante a 9ª Sessão Ordinária de 2026, realizada em 31 de março, às 9h, a vereadora Marília Martins (PSOL) utilizou a tribuna para tratar de questões relacionadas ao trânsito e à rede pública de saúde, apresentando relatos de visitas técnicas e propondo encaminhamentos.

Violência no trânsito 

A parlamentar iniciou sua fala abordando o aumento de mortes no trânsito no município. “Nessa última semana, mais dois falecimentos de jovens. São pelo menos vinte mortes só neste ano, e olha que a gente acabou o mês de março hoje”.

Ela destacou a necessidade de tratar o tema com seriedade e sugeriu a adoção de medidas para redução de acidentes.“Nós temos que ver o que vai ser feito na nossa cidade para diminuir esses casos”. 

Entre as propostas, mencionou: “precisa ter inclusive, radares; ter mais lombofaixas; ter locais seguros, calçadas seguras para os pedestres”.

Marília também comentou sobre os impactos da violência no trânsito e a sobrecarga do sistema de saúde. 

Impactos

Em seguida, a legisladora detalhou visitas realizadas a unidades do município, como CAPS AD, CAPS Florescer e outros serviços.  Ao relatar visita ao pronto-socorro infantil, apontou a ausência de atendimento especializado.

“Nós não temos neuro infantil na cidade”, afirmou, destacando que a carência se estende a toda a rede municipal, o que dificulta diagnósticos e tratamentos.

A vereadora ainda relatou situações envolvendo estrutura e segurança. “Há três semanas, eles colocaram um galão para retirar e, depois, enviar ao lugar devido. Os dosímetros, que medem a radiação que esse profissional do raio-x recebe, que está vencido a pelo menos um ano no resto da cidade, eles foram retirados lá da caixa desses profissionais”. Segundo ela, os profissionais permanecem sem equipamentos disponíveis.

Em outra frente, mencionou visita ao ambulatório de saúde mental, que deverá ser transferido de endereço, e destacou a necessidade de manutenção predial. “Aquele prédio está precisando, já faz tempo, de manutenção, e eu espero que, futuramente, não espere ele ficar tão decaído”.

A vereadora também abordou a situação do Núcleo de Atendimento à Infância e Adolescência (NAIA), destacando limitações estruturais e dificuldades no atendimento. Ao comentar um caso relatado por munícipe, explicou: “Foi constatado, de fato, que a doutora que atende lá faz o matriciamento, e qualquer clínico geral, qualquer outra especialidade pode matriciar, avaliar a criança e encaminhar para outros serviços”.

Audiência Pública 

Como encaminhamento, anunciou a realização de audiência pública sobre o atendimento a pessoas neuroatípicas. “Na nossa audiência, a gente quer mapear como está a vivência e experiência das pessoas da nossa cidade, de quem mora aqui e precisa deste serviço”.

Por fim, Marília relatou visitas às residências inclusivas do município, destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, há ausência de profissionais da saúde nas unidades. “Não tem um profissional da saúde. Não tem um enfermeiro, não tem um técnico de enfermagem, só tem cuidadores de idosos”.

A parlamentar destacou que a situação pode comprometer o atendimento em casos de emergência e convocou a população para audiência pública a ser realizada na quinta-feira, dia 02 de abril, às 9h30, na Câmara Municipal.

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