Marília Martins aponta falhas no transporte público e irregularidades em unidade de saúde
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17 de março de 2026
A vereadora Marília Martins (PSOL) utilizou a Tribuna durante a 7ª Sessão Ordinária de 2026, realizada na terça-feira (17), às 9h, para abordar problemas no transporte público municipal e apontar irregularidades em uma unidade de saúde.
Transporte Público
Inicialmente, a parlamentar tratou da recente troca de empresa responsável pelo transporte coletivo. Segundo ela, após visita à nova operadora, foram identificadas divergências nos horários praticados em relação à operação anterior, o que tem gerado longos períodos de espera para os usuários.
Diante disso, sugeriu que a empresa adeque a operação à grade divulgada ou revise oficialmente os horários, “para as pessoas não ficarem esperando, às vezes, 40 minutos”.
Na sequência, Marília exibiu um vídeo gravado por uma munícipe durante atendimento da empresa, no qual um funcionário informa que o saldo do vale-transporte antigo não poderia ser transferido para o novo sistema.
A vereadora questionou a situação, destacando que havia garantia anterior de que a transferência seria possível. Ela afirmou que irá encaminhar ofício ao Executivo para apuração do caso e defendeu o direito dos usuários: “é um direito desse trabalhador. Eles trabalharam para ter esse vale lá.”
Ainda sobre o tema, a parlamentar criticou a cobrança de taxas em recargas realizadas via Pix, sugerindo que o serviço seja gratuito. Também relatou dificuldades enfrentadas por uma estudante cadeirante no bairro Recanto Fortuna, onde as condições precárias do asfalto têm impedido o acesso adequado da van escolar, além de mencionar cobranças feitas pela escola devido às faltas da aluna.
Problemas na saúde
Ao tratar da área da saúde, Marília Martins (PSOL) denunciou problemas em uma unidade da UPA relacionados ao descarte inadequado de produtos no esgoto, bem como a falta de atualização do aparelho responsável por medir o nível de radiação local. Um vídeo exibido pela vereadora mostrou a situação e apontou riscos à segurança dos trabalhadores.
Segundo ela, “são produtos químicos, de um processo radioativo, que está sendo jogado diretamente no esgoto. O dosímetro mede a quantidade de radiação que o funcionário recebe. O funcionário não tem nem sequer acesso ao relatório de qual a quantidade de radiação que ele tem recebido”.
O material apresentado também evidenciou falhas na estrutura do local, como o descarte de substâncias em ralos, com respingos em paredes e superfícies, além de problemas no funcionamento do sistema de exaustão.
A vereadora afirmou ainda que, ao invés de reduzir os riscos, a ventilação existente pode estar contribuindo para a dispersão dos resíduos: “tem um ventilador para ajudar a levar esse material químico para o resto da unidade”.
Atendimento UPAs
Por fim, Marília abordou a situação de pacientes internados na UPA que não estariam recebendo café da manhã e da tarde.
Segundo ela, diferentemente do Pronto-Socorro Álvaro Azzuz, as UPAs não oferecem refeições intermediárias, o que acaba sobrecarregando familiares e, em alguns casos, os próprios funcionários.
“Na UPA, os familiares é que se organizam, e muitos afirmam que têm dificuldades de levar essas refeições intermitentes, e os próprios funcionários, muitas vezes, é que cedem o café deles, que eles compram, e oferecem aos pacientes”, afirmou a vereadora.
A vereadora informou que também irá encaminhar ofício para obter esclarecimentos sobre essa situação e finalizou destacando que a Santa Casa está preparada para a abertura de novos leitos, aguardando posicionamento do Governo do Estado.
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